A tabela de preços pronta, por tipo de encomenda. Você abre, acha o seu caso e responde o cliente — com um número que você sabe defender.
Todo dia, nos grupos de confeitaria, aparece a mesma pergunta — e sempre com o mesmo tom de quem já entregou o pedido:
E vem a enxurrada de respostas: “cobra o que achar justo”, “aqui na minha cidade é 120”, “depende”. Nenhuma delas te ajuda a responder o cliente que está esperando no WhatsApp agora.
Você provavelmente já baixou uma planilha de precificação. E ela provavelmente está parada — porque planilha exige que você já saiba o custo por grama, o rateio, a hora de trabalho e a diferença entre margem e markup.
Este material inverte a ordem. A tabela vem primeiro, com números prontos por tipo de encomenda. A conta que gera esses números vem depois, para quando você quiser adaptar ao seu custo.
E tem uma coisa que você vai descobrir e não vai gostar — mas que explica muito: em dois produtos muito populares, o preço que o mercado pratica está abaixo do custo real quando a sua mão de obra entra na conta.
Bolo no pote de 200 ml: ingredientes R$ 4,98 + embalagem, colher e etiqueta R$ 2,80 + indiretos e mão de obra R$ 3,80 = R$ 11,58 de custo.
Boa parte do mercado vende esse pote por R$ 4 a R$ 7.
Quem vende 50 por semana a R$ 5 está pagando R$ 329 por semana para trabalhar. Não é impressão de que “não sobra nada”. É aritmética.
Cada número com a data e a origem anotadas. Onde as fontes divergem, as duas estão lá.
Bolo de corte por número de pessoas, bolo por quilo por acabamento, cento de docinho, bolo no pote e adicionais — incluindo os três que quase ninguém cobra.
No cento de docinho, as duas colunas lado a lado. No brigadeiro tradicional a diferença é de 60%. Na trufa, mais que o dobro.
A âncora de 100 g por pessoa, rendimento por tamanho de forma, peso do docinho e a composição do bolo no pote. Com o alerta de onde as tabelas de fatia divergem em até duas vezes.
Custo por grama, embalagem, rateio, mão de obra e — o passo que quebra a maioria — a diferença entre margem e markup, com tabela de conversão pronta.
Preços verificados direto em loja em agosto de 2026, mais o argumento factual mais forte que existe para reajustar.
O que responder quando pechincham, como comunicar reajuste para cliente antiga e por que desconto sem contrapartida ensina o cliente a duvidar do seu preço.
Você já viu “a tabela definitiva de preços 2026” circulando sem uma única fonte citada. Aqui, cada linha tem a data e a origem — e quando duas fontes discordam, as duas aparecem, com a explicação de por que discordam.
A tabela de rendimento por forma diz que um aro de 25 cm dá 30 fatias. Outra fonte do meio diz que dá 35 a 40 — quase o dobro nos aros médios.
Nenhuma das duas está errada: a diferença é a espessura da fatia, fatia fina de festa contra fatia de porção. Como não existe padrão, o guia manda ancorar tudo em 100 g por pessoa, que é o único número em que todas as fontes concordam.
Por que isso importa: se você orçar pela tabela generosa e entregar fatia de 100 g, entrega menos bolo do que prometeu. Ou entrega o certo e perde dinheiro.
O guia também declara o que não encontrou — gramatura de massa e recheio por fatia, quantos docinhos cabem em cada marmitinha, preço de marmitinha montada. Prefiro te dizer que a informação não existe em fonte confiável a inventar um número que você vai usar para orçar.
Você vende bolo, docinho, bolo no pote ou kit festa — de casa, por encomenda — e já teve a sensação de trabalhar o dia inteiro e não ver o dinheiro no fim do mês.
Você procura receitas, ou trabalha em confeitaria com preço definido por outra pessoa. Aqui não tem nenhuma receita: é só preço, custo e a conversa de cobrar.
Um aviso honesto: nenhuma tabela serve para o Brasil inteiro — a própria fonte registra brigadeiro a R$ 100 o cento em São Paulo e R$ 70 no Nordeste. Por isso cada linha vem datada, e a Parte III ensina a calcular o seu número, que é o que realmente importa. E eu não sou contadora: se você é MEI, os tributos entram na conta e quem diz como é o seu contador.
Servem como referência de partida, não como lei — e o guia diz isso na terceira página. A variação regional está documentada lá dentro. O que serve em qualquer lugar é a conta da Parte III, que calcula o seu preço a partir do seu custo real.
Não. É um PDF de 25 páginas com as tabelas prontas, mais uma ficha técnica em branco para imprimir. Foi feito assim de propósito: para você abrir no celular e responder o cliente em trinta segundos.
Nenhuma. É sobre quanto cobrar, quanto custa e como conversar sobre preço.
De metodologia do Sebrae e de contabilidade para a parte de cálculo, de guias de mercado e de tabela pública de confeitaria para os preços praticados, e de verificação direta em loja em agosto de 2026 para os insumos. Tudo listado no fim do PDF, com data.
7 dias para pedir reembolso, sem justificar.